Parque Natural do Alvão

O Parque Natural do Alvão foi criado em 8 de junho de 1983 integrando 7220 ha, distendidos pelos Municípios de Vila Real e de Mondim de Basto, nas áreas integradas no complexo Montanhoso Marão/Alvão, tendo como cabeceira a bacia hidrográfica do rio Ôlo.

A serra do Alvão que atinge 1339 metros no alto de Cravelas, é uma formação montanhosa, disposta no sentido NE-SW, delimitada nos dois lados pelos rios Corgo e Tâmega, com ligação ao Marão pelo lado sul, na confluência do verde e fértil vale da Campeã.

Entre a linha de cota mais baixa, localizada no rio Ôlo, na zona de Ermelo (275m) e o pico de Cravelas, situado na cumeada que se prolonga para as Terras de Aguiar, verifica-se uma variação altimétrica superior a 1000m.

Sendo um Parque de altitude, está naturalmente associado a encostas declivosas para os dois lados de cumeada, apresentando, no entanto, espaços planálticos como as zonas de Vaqueiro, de Lamas de Ôlo, das barragens Cimeira e Fundeira e o terreno das Águas Férreas.

O PNAL é composto maioritariamente por formações graníticas sobretudo no corredor Lamas de Ôlo/Vila Marim, com destaque para a “Catedral Granítica de Arnal” e os Cabeços das Muas, cujo topónimo nos remete para as sepulturas megalíticas e a função mágica desta montanha.

A aba da serra virada a Mondim de Basto vê acentuar-se as suas pendentes, surgindo vales encaixados e profundos e a ardósia ganha preponderância, cobrindo inclusive os telhados, por contraponto às zonas graníticas, onde o coberto era feito tradicionalmente por colmo, denotando em ambos os casos uma sábia leitura e adaptação dos naturais aos seus recursos e ao desenvolvimento de tecnologias próprias.

As Fisgas de Ermelo são um milagre da Geologia, projetando-se por mais de 300m, numa paisagem fabulosa de falésia com destaque para a “Fraga Amarela”, onde tradicionalmente nidificava a Águia-real.

O rio Ôlo é o incessante escultor dos quartzitos das falésias das Fisgas e consubstancia-se como o principal elemento da estruturação de fixação humana nos núcleos populacionais. É certo que o Parque apresenta uma profusa rede hidrográfica complementar, integrando as ribeiras de Arnal, Fervença, Dornelas e Vale Longo o que vem enriquecer a paisagem e sustentar a biodiversidade.

Com efeito, o conjunto montanhoso Marão/Alvão funciona como barreira às massas de ar húmido proveniente do Atlântico, influenciando o seu clima de invernos longos, frios e húmidos, verões curtos, quentes e secos, sendo que estas características influenciam o desenvolvimento das diferentes tipologias de vegetação e a distribuição das espécies características.

Os solos apresentam, no âmbito do PNAL, tipologias diferenciadas, fruto da convergência de fatores diversos como a sua estruturação geológica, o clima e a humanização do território. O Parque apresenta Leptossolos úmbricos, com predominância de matos rasteiros (de carqueja, de urzes), de matos altos (de Erica australis e Erica arborea) e grupos de coníferas.

Parque Natural do Alvão São igualmente relevantes os Cambissolos umbricos orticos, associados a relevos mais suaves ou planálticos onde se desenvolveram os carvalhais tradicionais, os lameiros dos povoados, destinados às produções agrícolas e, finalmente, os prados de lima por onde vagueiam raças autóctones.

A Flora é resultado da área de transição em que se insere, entre as florestas temperadas de caducidófilas de Entre-Douro e Minho e a floresta esclerófila de feição mediterrânica do Vale do Douro.

A vegetação é constituída por bosques de carvalho, nas variedades de Carvalho Alvarinho (Querqus rober), Carvalho-negral (Quercus pyrenaica) e Vidoeiros (Betula celtiberica). Há ainda algumas variedades de pinhos e cedros que foram introduzidos.

As zonas ribeirinhas albergam o Amieiro (Alnus glutinosa), o Freixo (Fraxinus augustifolia), o Choupo (Populus sp), os Salgueiros (Pterospartum tridentatum) e o Ulmeiro campestre (Ulmus procera).

Os matos generalizados compreendem a Giesta (Spartinum junceum), a Urze-Vermelha (Erica australis), Torga (Calluna vulgaris), Sargaço (Halimium lasianthum) e Carqueja (Pterospartum tridentatum).

As variedades florísticas exibem espécies endémicas raras ou sinalizadas com estatuto elevado de proteção como são os casos da Açucena-brava (Paradisea lusitanica), do Cravo-dos-Alpes (Arnica Montana), do Satirião-malhado (Dactylorhiza maculata) e da emblemática carnívora Orvalhinha (Drosera totundofolia).

O mosaico de habitats que o Parque propicia, permite a diversificação da sua fauna que compreende cerca de 200 espécies das quais, sensivelmente metade, estão incluídas no anexo II da Convenção de Berna, 20% consideram-se ameaçadas segundo o Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal e 5% são consideradas endemismos ibéricos.

Destacam-se, entre outros, a Toupeira-de-água (Galemys pyrenaicus), o Morcegode-bigodes (Myolis mystacimus), o Lobo (Canis lupus), a Raposa (Vulpes vulpes), o Javali (Sus scrofa) e o Corso (Capreolus Capreolus).

Nos céus do Alvão, cruzam-se importantes exemplares de avifauna, como Águiacobreira (Circaetus gallicus), Tartaranhão-caçador (Circus pygargus), Águia-de-asa-redonda (Buteo buteo), Falcão-peregrino (Falco peregrinus), Cuco (Cuculus canorus), Bufo real (Bubo bubo), Melro-das-rochas (Montícola saxatilis) e a icónica “filha pródiga do Alvão”, a Gralha-de-bico-vermelho (Pyrrhocorax pyrrhocorax).

Nos terrenos e habitats húmidos associados aos rios, ribeiras, charcos e linhas de água podem ainda ser observados a Lontra (Lutra lutra), a Salamandra lusitânica (Chiglossa lusitanica) o Tritão-de-ventre-laranja (Triturus boscai), o Sapo parteiro (Alytes obstreticans), a Rã-ibérica (Rana iberica), a Rã-verde (Rana perezi), o Lagarto-de-água (Lacerta schreiberi), a Cobra-de-água (Natrix natrix) e a Víboracornuda (Vipara latastei).

Distrito:

Vila Real

Município:

Vila Real

Freguesia:

Vila Real

  • GERAL
  • ÁREA INFORMATIVA
  • O QUE VER
  • SERVIÇOS
Identificação
Parque Natural do Alvão
Horário
Período aconselhado de visita: Primavera, Verão, Outono e Inverno
Preçário
Entrada Gratuita
Visita Guiada
- Cenários D’Ouro | www.cenarios.pt | [email protected] | 259 338 135/6
- Montes de Encanto | www.montes-de-encanto.pt | [email protected] | 259 433 146
Curiosidades
O Parque Natural do Alvão ocupa uma área de superfície de 7239 hectares, repartindo-se pelos concelhos de Vila Real e Mondim de Basto.
Experiências
- Birdwatching
- Passeios Pedestres com Guia
- Passeios de interpretação de Natureza
- Apanha de castanha e cogumelos silvestres
- Observação Astronómica
- Observação de Aves;
- Observação de Anfíbios e Répteis;
- Observação de Insectos;
- Observação de Mamíferos;
- Observação de Flora;
Informações úteis
Se Visitar o Parque NAtural é recomendado o uso de:
- Vestuário prático e discreto
-Calçado adequado ao campo ou à montanha
-Água
No inverno: Roupa Quente e Impermeável
No verão: Chapéu e Protetor Solar
Pontos de interesse mas proximidades
Vale da Campeã, Serra do Marão, Cidade de Vila Real

Ermelo (Concelho de Mondim de Basto)

– Fisgas de Ermelo (queda de água)

– Aldeia de Ermelo (Aldeia de Montanha, com especificidades arquitetónicas únicas)

– Aldeia do Barreiro

– Rio Ôlo

Lamas de Ôlo (concelho de Vila Real)

– Aldeia de Lamas de Ôlo (Aldeia de Montanha, com especificidades arquitetónicas únicas)

– Miradouro da barragem cimeira

– Formação granítica de Muas / Arnal

Reservar programa / Circuito / Visita

Cenários D’Ouro / Lov’inDouro

Avenida da Europa | Edifício Encosta do Rio, nº1 | 5000 – 557 Vila Real

Tel. 259 338135/6 | [email protected]

Serviços: Passeios e trilhos pedestres, passeios todo o terreno, passeios de autocarro e barco.

 

Montes de Encanto

Apartado 17 | 5451-908 Pedras Salgadas

Tel. 259 433 146 | Telm. 933 237 709 | [email protected]

Serviços: Trilhos e percursos pedestres de interpretação de natureza, comércio de produtos naturais.

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